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Tuesday, February 26, 2008

Blitz Magazine (Portugal, 2007)

Revista Blitz (Portugal, Junho 2007)

Nelly Furtado, who's that girl

Ela ouve Bloc Party e Death From Above 1979, já abriu para os U2 e gostava de cantar com Eminem. Domina os tops há quase um ano mas o riso espalhafatoso denuncia-a: ainda é a Nelly Furtado que se deu a conhecer com «I'm Like A Bird».

Como se sente nesta nova pele, visual e sonora, de "Loose"? Sinto-me uma pessoa diferente! Quase como se tivesse uma carreira diferente, sabes? Acho que aquilo que as pessoas vêem nos vídeos é confiança. Sinto-me muito mais segura, tenho muita confiança em mim e também muito orgulho, por já ter feito três álbuns e continuar sempre a tentar melhorar. Para este disco, passei quase um ano a trabalhar, com muitas pessoas e muitos produtores diferentes, sempre à procura de um novo ângulo. O facto de ter sido mãe também me tornou mais forte, e mais confiante – mais sexy, portanto (risos).
Muitas estrelas pop fazem coincidir a maternidade com uma fase mais espiritual. Mas a Nelly optou pela abordagem carnal... Penso que, como pessoa, estou mais espiritual. Quando tive a minha filha, quis ser uma pessoa mais calma, mas isso depois passou. Entendi que, para ser uma boa mãe, tinha de ser eu mesma. Só podemos ser bons pais honrando aquilo que somos e tendo confiança. [A minha carreira] não muda aquilo que sou, enquanto mãe: a minha filha foi ver um concerto meu no outro dia, ficou a assistir do balcão (risos). Adorou todas as danças... Vida de artista é mesmo assim, sabes? Irei sempre fazer coisas diferentes, experimentando vários estilos, projectos, sons e colaboradores. Acho que isto é só o começo. Será que esta nova fase lhe retirou alguma da sua típica espontaneidade? Sim – penso que isso se deve, em parte, à maturidade. Com a passagem do tempo fui aprendendo a conter a minha energia. Dantes, quando chegava ao palco queria salvar o mundo! (Risos) Agora já não acredito nisso – quer dizer, acredito que é possível salvar o mundo, mas o meu papel é entreter, ser uma performer. Quando andava sempre em viagem e chegava a uma entrevista na televisão... tinha muita energia guardada (risos). Tinha tanta energia que queria dá-la a toda a gente, a toda a hora. Entretanto aprendi a conter-me; permanecer graciosa, mas guardar para mim alguma dessa energia, continuando a ser eu própria. No fundo, acho que sou mais profissional. Muito mais. "Loose" pode ser visto como reacção a "Folklore", considerado um tiro ao lado. Concorda? Não, eu tenho muito orgulho no "Folklore". E muitas vezes, quando falo com os meus fãs, eles dizem que é esse o seu disco favorito, porque as canções os tocam de uma forma íntima, muito profunda. É o caso de «Try» ou outras baladas. "Folklore" é como uma página do meu diário, e sinto-me muito privilegiada por ter podido partilhar uma coisa tão pessoal com tantas pessoas. O disco vendeu dois milhões de cópias, não se pode dizer que não tenha vendido bem – especialmente na Europa, onde vendeu tanto como o primeiro, e em menos tempo. Acredito que "Folklore" é um marco artístico.

Filha de peixe
A filha de Nelly, Nevis, tem três anos «e já é artista», ri a mãe. «Adora desenhar, cantar e dançar. É como eu: quando era criança e ia à terra dos meus pais, em São Miguel, estava sempre a bailar e a cantar, sentia-me muito inspirada pela Natureza». Nevis tem tirado Nelly do centro das atenções: «agora que os meus pais têm uma neta, ela é que é a estrela!». Mas a família continua atenta à sua carreira: «A minha tia de São Miguel já me disse [que o vídeo de "Maneater"] é muito moderno!».
Por Lia Pereira
Fotos Meeno Peluce: Click Here
Fotos Michael Williams: Click Here



Revista Blitz (Portugal, Outubro 2007)


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